O COMBOIO DA MORTE
1.700,00 MT
SINOPSE
Já se vai uma semana, trancado neste lugar, numa cela de doze metros quadrados, com paredes supostamente pintadas de cor branca, uma tinta que se vai descascando criando bolhas, sobre ela desfilam milhares de palavras, tintas de cores primárias, secundárias, terciárias e demais tintas de carácter indescritível formando diversas palavras. As escrituras revelam nomes de pessoas, alcunhas, sentimentos de melancolia e de revolta. Era possível ver frases como “este lugar é nosso” e mais ainda juramentos de vingança, no centro da parede uma frase chamava mais a atenção, uma tinta vermelha cortava o centro deixando uma frase que dizia “Sol de hoje você não passa” pareciam palavras escritas com sangue, certamente um indivíduo mergulhado na mais profunda angústia…
ISBN | 9789893758694 |
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Categoria: | 1.º, Literatura Moçambicana |
Autor | |
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Editora | PRIMEIRO CAPITULO |
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AS MULHERES DE CINZA
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Mulheres de Cinza é o primeiro livro de uma trilogia sobre os derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último de uma série de imperadores que governou metade do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido trasladados para Moçambique em 1985.
Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam areias recolhidas em solo português.
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NIKETCHE Uma história de poligamia
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persistem dúvidas sobre o que terá realmente acontecido na fatídica noite de 19 de Outubro de 1986 quando uma aeronave do tipo Tupolev-134ª, sob os comandos de uma tripulação cedida ao governo de Moçambique pela entao uni’ao Soviética, embateu contra a região montanhosa dos Limbombos, em território sul-africano, causando a morte do Presidente Samora Machel e de outras 33 pessoas.
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