A CADEIRA DE CANIÇO NANIEL GABRIEL TEMBE GERAÇÃO DA TRANSIÇÃO
1.200,00 MT
SINOPSE
KARINGANA UA KARINGANA
A obra é, como não podia deixar de ser, numa biografia, o percurso da vida social e profissional do Daniel, em contextos históricos bem definidos de Moçambique, o antes e o depois da Independência do nosso país. Ela apresenta-nos os papéis que Daniel foi chamado a desempenhar, dentro e fora do país, mas sempre no interesse da pátria. É uma história empolgante, de desafios constantes, de feridas frequentes e cicatrizes que não desaparecem, mas também de sucessos.
A obra está escrita num tom emotivo, sem ser panfletário, mas esta emotividade traduz e ilustra a dimensão da psicologia colectiva desse tempo. Tudo era feito com emoção, resultante do engajamento revolucionário e exaltação patriótica desses Jovens da Transição nas tarefas que lhes eram atribuídas, no quadro da reconstrução de um país negligenciado pelo colonialismo português. Eles estavam prontos e motivados para as tarefas que lhes eram atribuídas.
Leonardo Simão
Categoria: | Literatura Moçambicana |
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Autor | |
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Editora | Marimbique |
ISBN | 9789893542002 |
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É, na verdade, um discurso entusiástico o que a publicação de “ Canto em Liria quebrada: um leitura da poética de Guita JR.”, de Viviane Mendes de amplo salto de ousadia, respeitando e cumprindo todas as exigências por ele impostas-, A critica incorpora a esse tecido um latente vigor poético, em que seu objecto de estudo- A antóloga os aromas essenciais, do poeta moçambicano- confunde-se, com igual lascívia e fome, à analise dos poemas, às escolhas vocabulares e as caminhos interpretativos tomados.
Tal confluência erótica entre enunciador e enunciação é responsável por projectar a pesquisa de Viane para um outro patamar. Capitulo a capitulo, verso a verso, percebe-se que a elasticidade do ensaio faz ver também o sujeito de paixão que delicadamente o costura, é a poesia de Guita que ocupa, no todo, um respeitoso e honrado lugar de prevalência. Primeiro estudo de fôlego acerca da obra do Moçambicano, “Canto em Lira Quebrada” põe em releve as fissuras de um sujeito-lírico Pós-guerra civil obrigado a coexistir novas e outras possibilidades de sonhar. Para tanto, Moraes perpassa distintos conceitos, aplicados sempre com precisão; e é com fortuita e pontual perspicácia que assoma ao texto, principalmente, a Melancolia de Walter Benjamin.
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