Elísio de Sousa
| ISBN | 121596 |
|---|---|
| Categoria: | Literatura Moçambicana |
| Weight | 207 g |
|---|---|
| Autor |
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MOÇAMBIQUE das palavras escritas
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Esta obra desafia e convida os leitores a uma viagem de encontro com Moçambique, e com as palavras de escritores como Luís Carlos Patraquim, Mia Couto, Paulina Chiziane, e outros. A par das leituras críticas que deles e de outros autores vêm sendo produzidos, questiona-se o panorama da literatura moçambicana; como se revela, os seus autores e que sabedorias trazem as suas vozes.
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RABHIA
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«Rabhia, uma prostituta assassinada em circunstâncias adequadamente misteriosas- um enigma que a conclusão do livro resolve, mas também complica. […] O conhecedor da capital de Moçambique poderia refazer os passos desorbitados e convulsos da narrativa, unindo os pontos assinalados pelo romance. O que lhe confere mais do que sua quota-parte de plausibilidade- além de um forte teor visualista, energizado pelo estilo vibrante do autor, que alça num compasso veloz.»Hugo Pinto Santos, Público.
«Lucílio Manjate, ao estilo dos grandes mestres do género policial, tem já um detective (tal como Poirrot de Agtha Christie, o Holmes de conam Doyle, o Maigret de Simenon), o Sthoe, que já vem de A legítima dor de D.Sebastião e se apresenta com um notório grau de excentricidade, com tiques e expressões de linguagem especiais (“ Com tudo, somos maningue felizes…”) que o individualizam.» Gilberto Matusse,«Um lugar para o policial»
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NIKETCHE Uma história de poligamia
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Rami, casada há vinte anos com Tony, um alto funcionário da polícia, de quem tem vários filhos, descobre que o partilha com várias mulheres, com as quais ele constituiu outras famílias. O seu casamento, de «papel passado» e aliança no dedo, resume-se afinal a um irónico drama de que ela é apenas uma das personagens. Numa procura febril, Rami obriga-se a conhecer «as outras». O seu marido é um polígamo! Na via dolorosa que então começa, séculos de tradição e de costumes, a crueldade da vida e as diferenças abissais de cultura entre o norte e o sul da terra que é sua, esmagam-na.
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A MORTE DE SAMORA MACHEL
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persistem dúvidas sobre o que terá realmente acontecido na fatídica noite de 19 de Outubro de 1986 quando uma aeronave do tipo Tupolev-134ª, sob os comandos de uma tripulação cedida ao governo de Moçambique pela entao uni’ao Soviética, embateu contra a região montanhosa dos Limbombos, em território sul-africano, causando a morte do Presidente Samora Machel e de outras 33 pessoas.
Será que de facto se tratou de um “acto de terrorismo de Estado” perpetrado pelo antigo regime do apartheid, como insistentemente alegam as autoridades moçambicanas?
Terá havido alguém em moçambique que facilitou tal acto, como publicamente o declarou a viúva do primeiro chefe de Estado moçambicano, Graça Machel?
Ou foi tudo consequência de erros da tripulação?
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E SE OBAMA FOSSE AFRICANO
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Na sequência do anterior Pensatempos, Mia Couto ressurge com um conjunto de textos de intervenção que resulta da sua participação em encontros públicos nos últimos anos. São textos de reflexão crítica de um autor de ficção que, ao mesmo tempo que reinventa o seu universo, não abdica da sua missão de pensar o mundo.
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O PLEBISCITO
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O plebiscito é uma obra póstuma de José Craveirinha. Ao longo dos quase centena e meia de poemas, craveirinha, o poeta dos vaticínios infalíveis e também o vate da rebeldia, faz um percurso lírico com poemas que nos trazem de novo a sua verve crítica, mordaz, rebelde e insubmissa, mas igualmente nos mostra o poeta nacionalista, o defensor da cultura moçambicana multiétnica e multirracial.
Intransigente para com todos os nepotistas, burocratas, bajuladores, hipócritas e traidores, os poemas acabam por constituir uma obra étnica, um pouco em contra-ponto à inicial obra épica criada no período colonial e que tem em Xigubo e Karingana wa karingana o testemunho lírico dessa epicidade.
No fundo José craveirinha quer fazer um plescito sobre atitudes e leis que contrariam a revolução e a necessária ética humana e socio-política como foi, por exemplo, o caso da contestada lei das chicotadas e a pena de morte.
Terminando com um poema sobre a paz, o poeta José craveirinha quer no fundo e em verdade um plebiscito para uma sociedade mais ética e plena de paz
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[…] «Faças uma substituição breve; esqueça a secretária do David, a Cláudia. Tome a Vera pala mãe do Pável, Mikhail por David e Clemente por Pável. Temos aqui um cruzamento tanto das lutas das duas mulheres como também o ideal socialista que fundamenta a Primeira República de 1975 distanciando-se, como é óbvio, pela luta de Samora contra as tradições como o grau da modernidade industrial que se conjuga aos campos de reeducação do Niassa. Veja como o Lourenço, o amigo de David e ele próprio demarcam o dualismo pós-independência: a modernidade e a tradição. O primeiro que vive os meandros da segunda e, o segundo que se distancia desse reduto para assumir a negação com proporções negativas nos anos da revolução». «mas, Dinho…», gaguejei. No momento estávamos a cruzar a Salvador Alende para depois subirmos por uma avenida que nos levaria a uma paragem junto a um ninho de lixo. Tomamos de seguida uma ruela que conhecia dos tempos de trabalhos por aquelas bandas. O sol já ido, a cidade começava a respirar a náusea da modernidade invocada para o homem novo. Esticou a mão e segurou-me dizendo: «não compreenderás o Sétimo juramento fora destes pequenos nadas; […].









