• A VOZ DO CÁRCERE

    SINOPSE

    “Há muita gente que diz: vamos investir na cadeia porquê? Eles são Presos; cometeram crime; então que paguem! Olhar para estabelecimento prisional como estando distante de nós, é um grande erro de percepção. A prisão é uma instituição pública, como um hospital ou uma escola, onde um cidadão, seja qual for o seu estatuto, pode entrar a qualquer momento. não é fácil compreender esta verdade, quando não és tu, nem o teu filho, ou teu pai. Mas no dia em que a sorte te faltar e caires dentro destas paredes – começas a reconhecer a necessidade de investir na prisão”.
    Benvinda Leví. Antiga Ministra da Justiça.

    Após a minha detenção aqui na cidade de Maputo, tive o primeiro abalo psicológico por causa das condições da própria esquadra. Um lugar sujo não adequado para alguém poder habitar. Logo naquela semana surgiram muitas questões dentro de mim, afinal era a primeira vez que era detido na minha vida e não sabia o que se passava no interior de uma esquadra. tirei as minha conclusões e acabei generalizando que uma esquadra é um lugar não adequada para alguém estar.

    A voz do recluso 31 anos de idade.

     

    2.250,00 MT
  • NGOMA YETHU O curandeiro e o novo testamento

    SINOPSE

    “De que modo os diversos sistemas implantados pela dominação colonial criaram condições para a emergência de uma atitude de autêntica auto-colonização mental por parte do africano que, já independente, continua, por si mesmo, a reproduzir os modelos de que dominação e de esvaziamento cultural outrora impostos? Eis a grande questão que atravessa o presente livro de Paulina Chiziane e Mariana Martins.”

    1.750,00 MT
  • NIKETCHE Uma história de poligamia

    SINOPSE

    Rami, casada há vinte anos com Tony, um alto funcionário da polícia, de quem tem vários filhos, descobre que o partilha com várias mulheres, com as quais ele constituiu outras famílias. O seu casamento, de «papel passado» e aliança no dedo, resume-se afinal a um irónico drama de que ela é apenas uma das personagens. Numa procura febril, Rami obriga-se a conhecer «as outras». O seu marido é um polígamo! Na via dolorosa que então começa, séculos de tradição e de costumes, a crueldade da vida e as diferenças abissais de cultura entre o norte e o sul da terra que é sua, esmagam-na.

    E só a sabedoria infinita que o sofrimento provoca lhe vai apontando o rumo num labirinto de emoções, de revelações, de contradições e perigosas ambiguidades. Poligamia e monogamia, que significado assumem? Cultura, institucionalização, hipocrisia, comodismo, convenção ou a condição natural de se ser humano, no quadro da inteligência e dos afectos? Paulina Chiziane estende-nos o fio de Ariadne e guia-nos com o desassombro, a perícia e a verdade de quem conhece o direito e o avesso da aventura de viver a vida.

    Niketche, dança de amor e erotismo, é um espelho em que nos vemos e revemos, mas no qual, seguramente, só alguns de nós admitirão reflectir-se.

    2.200,00 MT
  • O SÉTIMO JURAMENTO

    SINOPSE

    […] «Faças uma substituição breve; esqueça a secretária do David, a Cláudia. Tome a Vera pala mãe do Pável, Mikhail por David e Clemente por Pável. Temos aqui um cruzamento tanto das lutas das duas mulheres como também o ideal socialista que fundamenta a Primeira República de 1975 distanciando-se, como é óbvio, pela luta de Samora contra as tradições como o grau da modernidade industrial que se conjuga aos campos de reeducação do Niassa. Veja como o Lourenço, o amigo de David e ele próprio demarcam o dualismo pós-independência: a modernidade e a tradição. O primeiro que vive os meandros da segunda e, o segundo que se distancia desse reduto para assumir a negação com proporções negativas nos anos da revolução». «mas, Dinho…», gaguejei. No momento estávamos a cruzar a Salvador Alende para depois subirmos por uma avenida que nos levaria a uma paragem junto a um ninho de lixo. Tomamos de seguida uma ruela que conhecia dos tempos de trabalhos por aquelas bandas. O sol já ido, a cidade começava a respirar a náusea da modernidade invocada para o homem novo. Esticou a mão e segurou-me dizendo: «não compreenderás o Sétimo juramento fora destes pequenos nadas; […].

    1.950,00 MT
  • VENTOS DO APOCALIPSE

    SINOPSE

    Guerra. Destruição. Miséria. Sofrimento. Humilhação. Ódio. Superstição. Morte.
    Este é o cenário dantesco, boscheano, que encontramos nas páginas de Ventos do Apocalipse. As palavras fortes, cruas, incisivas, dilacerantes e delirantes da autora levam-nos a questionar-nos quanto de ficção existirá no realismo das descrições deste palco apocalíptico em que a guerra mais aberrante será talvez a de dois povos, os mananga e os macuácua, colocados entre dois fogos e não sabendo quem os defende e quem os ataca.
    Paulina Chiziane é uma contadora nata de estórias. Consegue levar-nos ao âmago do mais baixo dos mais baixos degraus de degradação do ser humano. Com ela percorremos as vinte e uma noites de pesadelo e tormentos que foi o êxodo dos sobreviventes de uma aldeia. Através dela aprendemos a respeitar Sixpence, tornado o herói simbólico, emblemático, e líder venerado desses fugitivos.

    2.200,00 MT