Álvaro Carmo Vaz nasceu em Goa, mas fez de Moçambique a sua verdadeira Pátria. É professor catedrático na Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane, de Moçambique, tendo-se doutorado em Hidrologia e Recursos Hídricos no Instituto Superior Técnico em 1985. É membro da Academia de Ciências de Moçambique, do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Científico de Águas. Para além da carreira académica, desenvolveu uma intensa actividade de projectista e consultor. Desenvolve há mais de 30 anos actividade científica e técnica nas áreas de Hidrologia e Gestão dos Recursos Hídricos em Moçambique e na região da África Austral, incluindo estudos de cheias e secas, planeamento e exploração de albufeiras, desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos, planos de bacias hidrográficas, gestão de conflitos em bacias transfronteiriças, legislação da água e estruturas institucionais. Nestas áreas, publicou várias dezenas de artigos científicos e comunicações em congressos nacionais e internacionais.

  • UM RAPAZ TRANQUILO Memórias imaginadas

    SINOPSE

    “A questão que verdadeiramente se coloca no universo restrito de que o livro trata é uma decisão sobre qual, afinal, a principal pertença das várias personagens da nossa história: se as suas tradições e referências culturais, que as empurram para a aventura de um retorno a Portugal; se o projecto de vida e a atracção pela nova pátria que podem ajudar a formular com o seu contributo… Um Rapaz Tranquilo reconstitui, pela primeira vez entre nós, um roteiro que sempre permaneceu subentendido e, corajosamente, tirá-lo a debate como uma das muitas dimensões da nossa pluralidade.”

    “Li com enorme prazer este belo e comovente romance, Um Rapaz Tranquilo. Está primorosamente escrito e construído, a história flui de forma magnífica e o diálogo é excelente. A massa de informação de toda a ordem que ali é exibida é simplesmente impressionante. É um bom documento sobre Moçambique, desde as vésperas da independência até aos nossos dias. E fica-se para sempre amigo do Pedro e da Guida: duas personagens que nunca mais esquecemos, admiravelmente desenhadas e longamente acompanhadas.”

    “Há neste livro um rio que corre, um sistema de vasos comunicantes avessos a toda a épica, mergulhando nos recessos de uma humaníssima circunstância, do l’air du temps, das dúvidas, das contradições, da disjunção de percursos, dos amores e dos valores, com uma espécie de lente objectiva à John do Passos, inserts quase no sentido cinematográfico e documental da factualidade narrada pelos jornais. Álvaro Carmo Vaz compõe um vasto mural, com gente dentro e de carne e osso.”

    880,00 MT