SOBRE O AUTOR

Nasceu em 1970, na Beira, em Moçambique.

É formado na área de docência em Língua Portuguesa, mas não exerceu a profissão. Ingressou no Jornalismo em 1994, na cidade da Beira, no Diário de Moçambique, e, mais tarde, tornou-se correspondente do semanário Savana, da mesma cidade.

É licenciado em Direito e exerce a função de jornalista no semanário Canal de Moçambique, também da cidade da Beira.

Além disso, é artista plástico e já realizou várias exposições individuais de artes, em Moçambique e no estrangeiro.

PRÉMIOS
1999 – Prémio anual do Sindicato Nacional do Jornalismo, pela melhor Crónica Jornalística.
2001 – Prémio Nacional Revelação de Poesia AEMO (Associação dos Escritores Moçambicanos).
2011 –Prémio BCI/AEMO 2011 pela obra Dos frutos do amor e desamores até à partida.
2013 – “Melhor Escritor da Cidade da Beira”, Moçambique.
2015 – “Excelente e inquestionável qualidade de sua obra”, distinção pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), Lisboa, Portugal.

  • AFONSO DHLAKAMA A longa luta em defesa da democracia

    SINOPSE

    “ Não basta escrever um canto revolucionário para participar da revolução africana; é preciso fazer esta revolução com o povo. Com o povo, e os cantos surgirão sozinhos e por si mesmos. Para ter uma acção autentica, é necessário ser pessoalmente uma parte viva da África e de seu pensamento, um elemento dessa energia popular inteiramente mobilizada para a libertação, o progresso e a felicidade da África. Não há nenhum lugar fora desse combate único nem para o artista, nem para o intelectual que não esteja ele próprio empenhado e totalmente mobilizado com o povo na grande luta da África e da humanidade sofredora”

    1.500,00 MT
  • O VOO DAS FAGULHAS

    SINOPSE

    Como escritor, felizmente, eu tenho duas costelas, uma mais universalizante outra africana, moçambicana. Por causa da minha educação. Nasci num pais mestiço. O meio era um pequeno bairro. Onde o respeito pelo outro, a convivência, a aproximação, me deram as balizas que me permitem estar bem comigo mesmo, no sentido de quem sou eu, donde tenho e para onde vou. Eu me vejo mestiço. A mestiçagem a que me refiro não tem sustentáculo na cor. A minha matriz é bantu, fascinado pela Ilha de Moçambique, desde logo ponto da mitonímia em relação a esta nação crioula. A província da Zambézia, o vale do Rio Zambeze, tem os condimentos de uma riqueza crioula, mestiça, um baú, um manancial, não sendo apenas uma riqueza, é um grande filão para oferecer ao mundo. A minha escrita, naturalmente, não é isenta deste mosaico lindo. Não é isenta deste imaginário onde se cruzam portugueses, goeses, índios, galegos, árabes, fenícios, brasileiros e bantus. “e isso que augurei oferecer àqueles que gostam de ler-me: um cruzamento de povos e religiões . do antigo colonizador herdei a língua uma ferramenta, um instrumento/arma de arremesso, não para se prostrar ante a ninguém, mas sobretudo para me libertar de todos os prósperos, que ainda há por diante e à volta. Português é a minha língua materna. Dai esta obra, uma junção de poesia erótica com uma dinâmica e entendimento muito forte.

    380,00 MT
  • OS ÚLTIMOS DIAS DE URIA SIMANGO

    SINOPSE

    ” Recuamos cada dia diante da luta, mas ficai certos de que não a evitaremos: os matadores precisam dela e vão precipitar-se sobre nós e moer-nos de pau. Assim terminará o tempo dos feiticeiros e dos fetiches: É  o momento final da dialéctica: condenais esta guerra mas ainda não ousais declarar-vos solidários com os combatente; não tenhais medo, confiai nos colonos e mercenários; eles vos obrigarão a lutar. Talvez então, levados à parede, desenfreareis enfim essa violência nova que velhos crimes, requentados suscitam em vós. Mas isto, como dizem, e outra história. A do homem. Aproxima-se o tempo, estou certo disso, em que nós nos juntaremos àqueles que a fazem”.

    1.500,00 MT